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Maioridades! Quantas serão?

Pensei que sentiria algo diferente ao acordar. Sei lá, talvez meu olfato estaria mais sensível, ou minha visão mais apurada, talvez o paladar mais afiado, ou quem sabe um raciocínio mais rápido… nada. Acho que somente uma preguiça típica de domingos ou do final das férias, muito sutilmente eu poderia perceber uma dorzinha na base da coluna; talvez de tanto dançar nos dias anteriores…

Então é isso. Nada demais aconteceu. Um dia a mais vivido, um dia a menos para se viver. E tudo isso era a tão esperada maioridade? Ou será que era mesmo tão esperada assim? Nem posso dizer que creio.

De repente se descobre que maioridades na verdade são muitas. E cada uma acontece em uma época distinta da vida, e em tempos diversos para cada pessoa. Há uma maioridade física, uma social, intelectual, espiritual, sentimental, política, legal, moral, “mortal”… uma maioridade possível dentro de uma profissão, carreira; e quando se completa dezoito anos, nenhuma delas é acelerada e/ou antecipada. O percusso se torna apenas um dia mais curto – mais especificamente, alguns segundos menos extenso. Quantos mil anos me seriam necessários para conquistar uma maioridade completa? Perfeita? Sou “incapaz” de dimensionar.

Não acordei mais bonita nem mesmo menos medíocre; o mundo continua o mesmo, e minha curiosidade e petulância só um pouquinho mais intensa diante dele!

Minhas vontades continuam as mesmas, minhas preferâncias também. Não estreei nenhum projeto ou vislumbrei um novo destino. Mexi nos móveis do meu quarto um pouco – só pra não me sentir frustrada por completo. Meu estojo de lápis ficou sujo as férias inteiras. Abro meu computador e meus livrinhos continuam lá, esperando para serem lidos. É… será um semestre e tanto. Tomara que eu arrume mais tempo – duvido.

Só queria mesmo continuar escrevendo e levantando a mão para poder falar e perguntar; e, claro, poder dizer que eu ainda tenho dezessete anos.

Aos Meus Herois… e aos meus amigos

Música lindíssima que conheci esta semana. Uma das mais lindas em muito tempo.

Simples e extraordinária. Uma homenagem merecida aos grandes que me acordaram um dia e um chamado aos que ainda insistem em ignorá-los…

 

 

“Aos Meus Herois – Julinho Marassi e Gutemberg”

Carlos Eduardo Novaes, Jornal do Brasil

 

 

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!


A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.


A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramática eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei – como se diz? – magna.


Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática.


Até segunda ordem a Gramática é que é a dona DA verdade e o Minestério que é DA Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

Quem já possui certa familiaridade com esse blog deve perceber que ele não tem uma temática específica; e apesar de objeções e conselhos de amigos quanto a manter um “foco” em qualquer assunto determinado, não vejo motivo para tal.

Faz pouco mais de um ano que tento manter uma certa regularidade de publicações para evitar a monotonia e aquele aspecto de abandono de algumas páginas da internet, entretanto não posso me forçar a escrever. Se acaso me propusesse uma meta de textos, uma meta de assuntos, de visitações, ou links comerciais… ele perderia completamente o sentido para mim. Começaria a escrever qualquer coisa; reagir a qualquer notícia estúpida à qual eu prefira me permitir o desprezo, e me limitaria a abordagens tímidas e falsas com intenção de agradar. Quanto à temática, já é bastante ruim não poder me expressar à minha boa vontade dentro das universidades – onde é preciso ter mais experiência, “respaldo” e  conhecimento para fazê-lo… e que não é bem o caso dos meus 17 anos..!

Sinto muito! Este blog não é assim. Escrevo o que penso, quando quero e nos termos mais respeitosos que o assunto em questão possa merecer.

Aceito comentários, discordâncias, debates e sugestões.

É um espaço para “manifestação de opinião” e “registro”. Algo que eu vou ler em muitos anos – ou não – e perceber se mudei muito, se não mudei nada… Se terei saudade, arrependimento, orgulho ou consternação. E esse é o sentido dele para mim.

O MEC e a Língua Populesa

Colunistas online, especialistas e a sociedade letrada formaram forte oposição esta semana à autorização do MEC à publicação de um livro de ensino da língua portuguesa com conteúdo controverso.
O livro é de autoria da educadora Heloísa Ramos e, ao que indica todas as interpretações – exceto à da própria autora – ele faz clara apologia ao português ERRADO, ou populês, como poderíamos dizer. Segundo a autora, expressar-se corretamente em círculos mais sofrivelmente alfabetizados pode gerar discriminação, “exclusão” e, pasmem, “preconceito homofóbico”. Dominar o idioma e suas nuances mais sofisticadas pode gerar um problemão agora.
Para quem se diz uma “especialista” experiente, nivelar por baixo me parece uma solução muito comodista e pouco genial para uma questão monumental como a miséria intelectual do país.
A ilustre educadora não deve ter o costume de escutar de seus aprendizes frases sonoramente agradáveis como “ês comprô de abacaxi porque o de acerola tava mais caro”, ou “as estauta de Aleijadinho…”! Estou comentando pérolas reais que escutei esta semana em sala de aula – de pessoas que chegaram ao ensino superior através de vestibular e redação.
Após ser criticada por toda uma “turma” de cidadãos sensatos que se sentiram ofendidos com a publicação, Heloísa justificou que seu livro não ensina ninguém a falar errado, apenas legitima a forma de se expressar de uma camada da sociedade. Disse ainda que a “norma culta” só precisa ser usada em concursos, entrevistas de emprego e situações de formalidade; em casa e em ambientes de lazer, podemos falar da maneira que quisermos.
Retruco: “Impossível”.
Fazer uso de construções gramaticais corretas e um vocabulário razoável não é como usar talheres ou lembrar-se de cruzar as pernas ao vestir saias; não é uma escolha e sim um HÁBITO. E o único e “colossal” esforço necessário para adiquirir este costume é treinar DIARIAMENTE; seja em casa, no colégio/faculdade, na pizzaria ou em qualquer lugar que se estiver. Ou se fala CERTO, ou se fala ERRADO. Não existe a “norma culta por hobby“.
Não defendo que precisamos trazer Eça de Queiroz para nosso cotidiano, com seus estapafúrdios, incúrias, deveras e soeres; mas quando alguma colega me reclama que eu fale a “nossa língua” porque considera o adjetivo “convicta” provindo de um inglês muito rebuscado e inacessível, segundo suas próprias palavras – ou quase, é que, apesar de rir e “levar na esportiva”, eu percebo e sinto o quão grave e assustador é o problema do descuido e da indiferença das pessoas para com a comunicação, a mensagem, e o outro: o ouvinte ou leitor.

E como se não bastasse estes cidadãos que apesar de todas as oportunidades insistem no erro com aquela desculpa comum “ah, você entendeu!”, agora nós temos também aval do Ministério da Deseducação para legitimar esse tipo de comportamento.
Democratizar a língua é oferecer a todos o direito de aprendê-la, mas não permitir que quaisquer “nóis é”, “nóis quis” e “ês fez” seja considerado correto.
É um verdadeiro ultraje aos que dedicam um pouco de respeito, decência e admiração à nossa língua. Mas é, antes de tudo, uma afronta aos que virão e que, se depender das teorias educativas muito revolucionárias e esgotadamente ineficientes, podem nem mesmo vir a conhecer a língua portuguesa um dia, pois já estará instaurada e oficializada a “populesa”, que pode ser do jeitinho que cada um achar melhor e do jeitinho ninguém poderá entender. Cada um com seu idioma particular oficial, sem que se expressem e se compreendam; autoridades isoladas em seus assuntos, ciências e suas falas e escritas horrorosas e desagradáveis.
É muito fácil – genial, diria. Uma maneira perfeita de fazer todo mundo inteligente e intelectualizado, sem um centavo e sem um mínimo de ÉTICA. Afinal, demagogia já basta.

Moda e modismos – Antiquíssimos!

Matérias sobre moda e tendências são sempre muito engraçadas:

“É hora de reviver a fluidez dos anos 70″; “Estilo Burgeois está de volta”; “Resgate o cachecol dos tempos da vovó” etc. Sempre voltando, buscando algo esquecido, revivendo marcas registradas de gerações passadas.Quase não se produz novidade. Cintura alta em um ano, coletes em outro, cores fortes e traços geométricos – alguém já viu isso em filmes dos anos 80/90? -, monocromático agora é chic… sinceramente me comovo pouco. Não tenho época para usar o sapato que eu quero, nem a bolsa de alça curta ou alça longa. Procuro me perguntar se fará frio ou não, se ficarei muito tempo em pé, se há chance de chover… mas me vestir como um catálogo de temporada ambulante não me parece inteligente. Nada é mais irritante que uma vendedora oferecer um balonê horroroso - quase todos o são – e dizer “mas está todo mundo usando! ! ! !”, com quantas exclamações vocês preferirem.

Se todos estão usando, isso é apenas mais um motivo para que eu não use.

Com exceção do asqueroso vestido de carne da cantora Lady Gaga, há mais alguma inovação do universo da moda que não chegou a mim? Porque couro, crochê, renda, camel e foulard são clássicos mais que consagrados para o inverno. Sendo assim, é muito fácil dizer o que se pode vestir ou não.

Todos podemos fazer isso. Basta olhar as revistas antigas. Por que gastar tanto em coisas novas? Os brechós estão por aí, com peças extraídas “direto da fonte”!

Não tenho nada contra a moda e não tenho nada contra as pessoas que dela vivem. Só desprezo alguns modismos incovenientes e reclamo que repetir o que já foi e cobrar caro por isso não está certo. Se algum artista plástico ousar pintar em estilo do século XVII será taxado de “regressista”, “acadêmico” e sem originalidade. Mas se Stella McCartney comete o plágio, ah! Maravilhoso – é design, é retrô e todo mundo aplaude.

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