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Bem, vamos voltar a conversar. Estive sumida por umas semanas mas a ocasião pede.

Ontem as TVs de todo o mundo noticiaram a morte do suposto “líder” da Al-Qaeda  Osama Bin Laden com direito a pronunciamento formal do presidente Barak Hussein Obama logo após o horário nobre. Um pronunciamento bastante oportuno e romantizado que atribuiu uma dimensão sobrenatural a um fato de importância, real e efetiva, contestável.

A questão que mais me incomoda é que a morte de Bin Laden não muda muita coisa. Ele representava mais um “símbolo” que uma liderança, e o escarcel feito em torno disso está mobilizando os Talibãs a reagirem e eles VÃO responder.

A  notícia servirá mais para o marketing político de Obama nas próximas eleições que para garantir qualquer segurança contra terroristas.

Nós conhecemos bem o que uma bela informação em momento oportuno pode fazer na política em momentos de crise ou baixa popularidade do governo… lembram-se do mensalinho? Aquele que envolvia os tucanos e amenizou o escândalo do mensalão, calando os reclamadores de empeachmenth de Lula em 2005?  Pois é… acontece!

Acho que foi bom, de fato, terem encontrado Bin Laden – afinal muito dinheiro foi gasto para isso, e muitos civis inocentes foram mortos durante o processo de “caça”, mas é só isso. Depois de tantos anos, mais dinheiro dos contribuintes americanos será necessário para a “contínua e incessante” busca pelos cabeças do terrorismo. Tudo o que eu e todos nós podemos  fazer é aguardar para ver a bagunça em que isso ainda poderá acarretar.

Enquanto os “grupos aliados” se organizam para retrucar:

americanos e britânicos no mundo todo são instruídos a se precaverem contra ataques; os cidadãos paquistaneses e/ou de outras zonas de conflitos e domínio jihadista são aconselhados a não sair de casa… Realmente, uma grande e gloriosa VITÓRIA do mundo, dos EUA, dos americanos… ou do governo democrata… … …

Não estou com tempo disponível para escrever e sinto muitíssimo.

Semana de provas e trabalhos e uma correria sem precedentes.

Domingo ou segunda devo publicar novamente. Assim espero!

Um grande abraço. =)

Essa semana finalmente pude assistir ao primeiro filme  da trilogia Millenium – de cujos livros eu já falei em “A genialidade do ‘jornalista’ sueco” - e agora sou capaz de garantir que por muito pouco a reprodução não foi perfeita. Além de ter sido o melhor Best Seller que li, é um dos melhores filmes a que pude assistir também.

O filme é de produção sueca e apresenta uma fidelidade incrível à trama original, com uma interpretação miraculosa da atriz Noomi Rapace no que pode facilmente ser considerada a personagem mais complicada, intrigante e misteriosa da última década: A hacker Lisbeth Salander.

Um filme de grande qualidade, com cenas fortes inevitáveis e de reflexões potencialmente polêmicas mas que, sem nenhuma surpresa, não chega a ser melhor ou ao menos tão bom quanto seu livro “Os homens que não amavam as mulheres”.

O livro tem previsão de receber uma versão Hollywoodiana este ano, mas não creio que alcançará a coerência de um exemplar legítimo do cinema sueco.

:)

Uai! Cadê o Lula?

Alguma coisa anda estranha por aqui. O nosso tão aparecido e exibicionista ex-presidente anda sumido demais; até o suficiente para nos perguntarmos:

Cadê o Lula?

O universo político brasileiro anda movimentadíssimo nas últimas semanas e nada dele.

O político mais poderoso do planeta vem aqui dar um alô e “O Cara” nem aparece – até o FHC foi almoçar com o Obama; a Vale do Rio Doce numa instabilidade extrema; o Kassab criando um partido indefinido, sem ideologia, sem bandeira, sem proposta…; a “reforma” política pra ser aprovada; prescrição da “formação de quadrilha” nos julgamentos do mensalão; ficha limpa só pra 2012; corte de custos públicos em R$ 50bi e….. CADÊ O LULA?

Hum... ¬¬'

Do que ele estaria fugindo? Das perguntas? Mas por que temer as perguntas se ele nunca falou nada errado? Não disse nada controverso; nunca foi amigo do Kadhafi, nunca defendeu o governo do Irã!

Não há problemas, caro Lula! Pode voltar. Perguntas não mordem. Só picam, e alastram veneno sobre sua popularérrima imagem.  O que há a perder?

Apesar de tudo nós te veneramos – sem sarcasmo, eu até votaria em você em 2014, num segundo turno sem Marina, lógico - mas, “pelamor”, não seja covarde!

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Por 8 anos tudo foi muito lindo, agora está começando a feder, e onde está seu simpático rostinho barbudinho para dar algumas explicaçõezinhas?

;*

Venho aqui “educadamente” agradecer ao departamento “viagem” do site MSN por fazer uma matéria sobre a inexplorada e incrivelmente encantadora Cumuruxatiba [distrito de Prado-BA].

Aquela praia perfeita da qual os que conhecem até evitam falar e divulgar para mantê-la em segredo e em perfeição. Provavelmente, à partir de hoje “Cumuru” nunca mais será a mesma linda, tranquila, desértica e apaixonante vilazinha que eu visitava em vários feriados de minha infância, quando viajávamos para Prado em família; no carnaval, ano novo, semana santa, Julho, semana do professor…

Sei que a praia não pertence a ninguém em particular; muito menos a mim, mas também sei que jamais será tão minha quanto foi em meus sonhos e verões e enquanto permaneceu em anonimato.

Lá Cabral descobriu o Brasil, ao avistar o legendário Monte Pascoal; mas as águas rasas e tranquilas não favoreciam o aportamento, sendo necessário procurar por um “Porto Seguro” mais ao norte.

 

Por 511 anos Cumuruxatiba foi divulgada e “marquetada” na medida certa. Por isso é tão boa: Porque é DESCONHECIDA! ¬¬’

Tomara que o movimento no MSN hoje esteja lento e, assim, ela continue lá… intacta: Um pedacinho do paraíso.

Chegando agora do I Seminário de Direito Constucional da Unimontes e não tenho do que reclamar. Além de bem organizado, o conteúdo foi bastante interessante.

Contando no total seis palestras, sendo que da quarta-feira [23-03] eu queira destacar  “Autonomia do paciente e Escolha Esclarecida de Tratamento Médico”, com o advogado e especialista em Direito Público David Denner – o que ainda dará pauta para muita discussão dentro de nosso curso; e um exposição ”chiquérrima”  ministrada pelo promotor Felipe Gustavo Gonçalves Caires - que levou um título muito longo que não me lembro, mas tratava sobre as “distorções” na interpretação constitucional, e foi ótimo.

Mas apesar de ter sido muito bom na quarta, hoje foi ainda melhor, pois uma das palestrantes, a Dra. Marinella Machado Araújo discorreu sobre transconstitucionalismo, que trata de situações em que o indivíduo pode recorrer aos tribunais das cortes internacionais para tentar garantir algum direito pessoal.

Impossível não recordar de um caso importante que ela não mencionou que foi o da Lei Mª da Penha, em que a queixa da agressão precisou chegar à  Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) antes de a violência doméstica ser considerada crime em nosso país.

Não tenho como dizer porque me interessei mais por esta palestra em especial. Não sei se por se tratar de uma solução jurídica com envolvimento internacional – o que muito me motiva – ou se por a advogada Dra. Marinella ser a figura mais elegantemente articulada e despojada que encontrei no meio acadêmico do Direito até então; mas fato é que gostei de TUDO deste seminário e quero parabenizar aos alunos da universidade que coordenaram a sua feitura e aos profissionais que expuseram os temas.

Da minha impressão sobre a palestrante – sei que já falei demais dela – digo o mesmo que pensei ao conhecer minha professora de Int. ao Estudo da História [super, também] Dra. Regina Célia :

“Quando eu crescer, quero ser assim

[Sem intenção de rasgação de seda e congratulações baratas, reconheço personalidades que marcam pelo que sabem e pelo que têm  dizer, especialmente do gênero feminino, afinal... "vai que a outros isso também sirva de incentivo!" =D ]

Bjos

O Reinaldo Azevedo não é nem de longe meu jornalista e blogueiro preferido. Mas sou obrigada a admitir que muitas vezes ele é o único que descreve “o outro lado” da situação – o lado ridículo.
Da visita do Obama, os melhores comentários foram, sem dúvida, dele:

21/03
Michelle Obama e filhas — a cara de tédio das meninas, às vezes, chegava a ser engraçada — devem imaginar que somos todos como os indianos de Glória Perez (no dia em que elas conhecerem os indianos de Glória Perez): quando não tinham o que fazer, saíam dançando… Assim somos nós, mas em outra arte: é só a gente ter uma folga, lá vem capoeira! As Obaminhas devem estar se perguntando: “Que tanto esses brasileiros ficam de ponta-cabeça e pernas pro ar?”

Como todos sabemos, a capoeira nos une histórica, artística, intelectual e moralmente, não é mesmo? É uma arte difundida nas ruas. Em tudo quanto é canto, rico ou pobre, na Rocinha (Rio) ou no Jardim Europa (SP), brasileiro não resiste àquele batuque e pimba! Tome as palmas da mão plantadas no chão e… pernas para o ar! A gente é assim mesmo! “

[...]
“E olhem que eu não acho que a gente deva botar moleques e meninas fazendo embaixadinha para os Obamas e as Obaminhas… Nelson Freire não bate bola e também é Brasil. Para Tio Rei, se houvesse meninos favelados que tocassem oboé, sua presença num evento político-turístico seria tão legítima quanto a dos meninos que dançam capoeira.

O chato é que ninguém sobe a favela para levar oboé, Kant ou gramática. Há uma certa tendência a ensinar ao povo aquilo que ele pode aprender sozinho: bater bumbo, dançar capoeira, fazer rap — notem que misturo expressões que seriam “nossas” com outras que vieram de fora.

Eu me aponho é à folclorização de nossas origens para despertar a atenção daquele que, no fundo, consideramos superior, como se não pudéssemos competir com ele no campo da razão e só nos restasse o charme daquela velha picardia e esperteza. Lula transformou esse sentimento em arrogância, que é o complexo de inferioridade na sua fase agressiva. Declarou-se melhor do que os outros e pronto!

 [...] No dia em que antropólogos americanos — ou haitianos, tanto faz — chegarem aqui para um colóquio, então a gente dança, canta, pula, faz pirueta, bate bumbo, acorda os espíritos com tabaco, bebe cauim, chama Anhangá, a Cuca, o Saci-Pererê, o Boitatá, o boto, a Loura do Banheiro…

Além de altas risadas, tive que concordar por inteiro desta vez…

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