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Música lindíssima que conheci esta semana. Uma das mais lindas em muito tempo.

Simples e extraordinária. Uma homenagem merecida aos grandes que me acordaram um dia e um chamado aos que ainda insistem em ignorá-los…

 

 

“Aos Meus Herois – Julinho Marassi e Gutemberg”

Venho aqui “educadamente” agradecer ao departamento Viagem do site MSN por fazer uma matéria sobre a inexplorada e incrivelmente encantadora Cumuruxatiba [distrito de Prado-BA].

Aquela praia perfeita da qual os que conhecem até evitam falar e divulgar para mantê-la em segredo e em perfeição. Provavelmente, a partir de hoje “Cumuru” nunca mais será a mesma linda, tranquila, desértica e apaixonante vilazinha que eu visitava em vários feriados de minha infância, quando viajávamos para Prado em família; no carnaval, ano novo, semana santa, Julho, semana do professor…

Sei que a praia não pertence a ninguém, menos ainda a mim, mas também sei que jamais será tão minha quanto foi em meus sonhos e verões e enquanto permaneceu em anonimato.

Lá Cabral descobriu o Brasil, ao avistar o legendário Monte Pascoal; mas as águas rasas e tranquilas não favoreciam o aportamento, sendo necessário procurar por um “Porto Seguro” mais ao norte.

Por 511 anos Cumuruxatiba foi divulgada e “marquetada” na medida certa. Por isso é tão boa: Porque é DESCONHECIDA! ¬¬’

Tomara que o movimento no MSN hoje esteja lento e, assim, ela continue lá… intacta: Um pedacinho do paraíso.

Chegando agora do I Seminário de Direito Constucional da Unimontes e não tenho do que reclamar. Além de bem organizado, o conteúdo foi bastante interessante.

Contando no total seis palestras, sendo que da quarta-feira [23-03] eu queira destacar  “Autonomia do paciente e Escolha Esclarecida de Tratamento Médico”, com o advogado e especialista em Direito Público David Denner – o que ainda dará pauta para muita discussão dentro de nosso curso; e um exposição “chiquérrima”  ministrada pelo promotor Felipe Gustavo Gonçalves Caires – que levou um título muito longo que não me lembro, mas tratava sobre as “distorções” na interpretação constitucional, e foi ótimo.

Mas apesar de ter sido muito bom na quarta, hoje foi ainda melhor, pois uma das palestrantes, a Dra. Marinella Machado Araújo discorreu sobre transconstitucionalismo, que trata de situações em que o indivíduo pode recorrer aos tribunais das cortes internacionais para tentar garantir algum direito pessoal.

Impossível não recordar de um caso importante que ela não mencionou que foi o da Lei Mª da Penha, em que a queixa da agressão precisou chegar à  Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) antes de a violência doméstica ser considerada crime em nosso país.

Não tenho como dizer porque me interessei mais por esta palestra em especial. Não sei se por se tratar de uma solução jurídica com envolvimento internacional – o que muito me motiva – ou se por a advogada Dra. Marinella ser a figura mais elegantemente articulada e despojada que encontrei no meio acadêmico do Direito até então; mas fato é que gostei de TUDO deste seminário e quero parabenizar aos alunos da universidade que coordenaram a sua feitura e aos profissionais que expuseram os temas.

Um luxo

Bjos

Engraçadas as guinadas que a vida dá às vezes; com ou sem nossa permissão ela retoma, destrói, acelera ou adia os projetos e metas que buscamos. Não importa quantas horas ou dias sejam dedicados à reflexão… sempre há dúvida sobre que passo dar em seguida. Aquele destino que pintamos durante anos se torna frágil e incerto; falta certeza para pisar naquele chão que se mostra diante de nós.
Não é uma questão de coragem ou covardia, medo ou entrega… é uma questão de chance!! Dar chance a um sonho antigo, um pressentimento, uma intuição. Quero ir, quero sair, sumir… eu posso, os caminhos estão abertos, mas algo por dentro me diz pra ficar. O lado de fora me puxa, quer que eu vá, mas meus pés estão pesados e mal se movem sobre o chão.
O pior é a decepção de não ter sentido antes. O pesar de não me ter preparado…
.
Paradoxal e simultaneamente à culpa, o pulsar do recomeço, a ansiedade pelo novo e a surpresa pela inesperada mudança de planos – visando, é claro, os mesmos objetivos, porém por outros caminhos: mais simples e mais sólidos.Uma estrada plana, asfaltada e com poucas curvas. Mais que desapontamento, sinto alívio.
Decidi ficar na minha para cursar o ensino superior em História e Direito, uma escolha que me parece no momento, mais conveniente. Cada certeza em seu tempo; cada desejo tem sua oportunidade.

EXPERIMENTAR: A mais irresistível e traiçoeira das escolhas.
Depois da opção feita, só me resta buscar a solução melhor – nem sempre a mais sensata.

Retorno

Saudades de escrever.
Ando sumida por motivos diversos; dentre eles a falta de inspiração é apenas um, mas o mais gritante é a aproximação do ENEM.
Bom, para não dizerem que não escrevo mais nada, postarei um poema [outro] que faz parte de alguns testes que estou fazendo.
Como eu disse: é um TESTE. Portanto, nem esperem muita coisa.

=]

Tragédia Tatuada

Rabisco-me com a lapiseira
As linhas cinza formam traços indistintos
Como nuvens mutantes em um dia tranquilo.

Rios, montanhas, ondas, prédios
Desenho duas torres
Tão idênticas como gêmeas
Despertam-me uma lembrança cinza

Desenho pó, fumaça e calor
calafrio e arrepios
ouço gritos de pavor

Registro em minha pele
o último marco da história
tristeza sofrimento e dor

Três mil pessoas que se foram
tudo em nome de um senhor
Crise medo e agonia
pulítyca do terror
Propaganda tendenciosa
dinheiro jogado fora
guerra até agora!
9 anos de horror

Imagens em minha memória
pó fumaça e calor
calafrio e arrepios
ouço gritos de pavor

Mulçumanos morrendo ainda
a velha história de um povo superior.

Já foi vingança, armas químicas,
ideologia ou reservas petrolíferas
Qual a desculpa agora? Qual será esse motor?

Presidente preto, pobre e africano
mulçumano convertido em cristão
nada mudou, nada acabou
nobel despendido em vão.

O mundo nem mais se importa
desliga a televisão
É o normal, o rotineiro
Nem mais requer atenção.

O pó se assentou
a fumaça se esvaiu
O calor e os calafrios
aqueles milhares de gritos
estridentes e aflitos
ainda me arrepiam de pavor
As poucas horas
que esta década não superou.

Sem uma gota de sangue
em um dia quase tranquilo
a lapiseira me arranhou

É inevitável, não posso negar
é a realidade que me causa dor

“Faça amor. Não faça guerra”
O lema de uma geração que marcou a história do ocidente.
A década de 70 é o divisor de águas em relação às conquistas que permitem nosso atual estilo de vida – embora nem todos se deem conta disso.
Simbolizada pelo Festival de Woodstock anunciado como “Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música” em agosto de 1969, a geração “Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll” pregava nada mais que a liberdade, a personalidade e a vontade de cada um; e o respeito à liberdade, personalidade e vontade de cada outro. Este é seu maior legado.
Não que seja um ideal hoje contemplado, mas é o que se busca.
As gerações posteriores à contracultura (gosto de chamar “contra opressão”) não foram tão radicais, mas estiveram sempre buscando e defendendo a liberdade de expressão de suas opiniões e individualidades.
O sonho da “Sociedade Alternativa” não está perdido. Existem hoje, porém, alguns agravantes novos, e podemos dizer que houve um relativo “amadurecimento” das juventudes no decorrer desses 40 anos, afinal, não havia Crack nem AIDS quatro décadas atrás. A perspectiva de uma guerra global iminente não nos pressiona, e não somos obrigados a obedecer a um regime contra nossas convicções para preservar nossas vidas.
Vivemos uma era bem menos extrema, e isso exige de nós uma maior responsabilidade em nossas atitudes.

O legado ainda está vivo. Muros caíram e preconceitos ruíram; Leilas Dinizes não causam mais “escândalo” e Lennons e Rauls são lembrados, homenageados e imitados. Rita Lee ainda é disco de ouro após coincidentes “40 anos de sucesso” e o Poliamor atrai milhões de adeptos na Europa e nos EUA, engatinhando para a 3ª Revolução Sexual.
“Conservadores” não é um adjetivo adequado, mas “conscientes” – talvez mais acomodados, mas sem estagnação.
Os jovens, com suas diversas minorias, prosseguem em um movimento silencioso, quebrando paradigmas e promovendo uma “alternativa para a sociedade convencional”.

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“A experiência da contracultura forneceu a evidência mais palpável, até hoje, da possibilidade de uma cultura governada pelo princípio do prazer e não pelo princípio da realidade, gerador de neurose. Pode-se dizer que a contracultura foi a primeira experiência capaz de desmentir, na prática, a suposição de Freud de que não pode haver cultura sem repressão. ”