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Archive for fevereiro \28\UTC 2010

Estive envolvida nos últimos três meses na leitura de muitos livros, desde clássicos nacionais até best-sellers de sucesso mundial nos últimos anos. Dentre os últimos, a saga Twilight dos vampiros americanos até dispensaria comentários  já que foi o fenômeno da década, mas não posso deixar de dizer que fiquei viciada por duas semanas, tempo em que li e reli a série adimitindo que estive errada enquanto resisti à leitura e até mesmo critiquei alguns amigos que eram obcecados com a história um ano antes.

Mas nenhum dos livros que li foi tão fantástico quanto a trilogia Millenium do sueco Stieg Larsson. Quando se termina a leitura do primeiro livro [ “Os homens que não amavam as mulheres”] o fascínio é visível mas inesperadamente, na sequência “A menina que brincava com fogo”, o primeiro livro toma um aspecto  de “apresentação” dos personagens, já que a história realmente interessante só se desenvolve no decorrer da trilogia. Em “A menina que brincava com fogo” o jornalista Mikael Blomkivist vai em busca de uma explicação para o assassinto do amigo jornalista e da mulher deste, ao mesmo tempo em que busca provar a inocência de sua amiga e ex-parceira Lisbeth Salander que, aparentemente sem qualquer ligação com o casal, é ligada ao local do crime e procurada por todo o país. Mas isso é o de menos. A história se desenrola de modo que a própria Salander, foragida, segue a pista do assassino, remexendo em seu passado e expondo aos leitores a sua tão venerada privacidade. Lisbeth confronta todos os padrões a que estamos acostumados, e mesmo assim é impossível não nos encantarmos com a sua singularidade. O terceiro livro da obra “A Rainha do castelo de ar” é o desfecho da trama iniciada no segundo, onde a “Seção” da Säpo (que é responsável por toda a conspiração em torno de Lisbeth desde sua conturbada infância) é descoberta e desmascarada.

A menina que brincava com fogo - capa

Uma fascinante ficção que nos prende do início ao fim. Envolvendo investigação, mídia, órgãos públicos suecos, e altos espiões militares da antiga URSS protegidos por asilo político e convertidos em gângsters. Muita emoção e conteúdo. Uma obra que, embora sucesso no mundo todo, não trouxe, em vida, a glória para seu autor que faleceu logo após entregar os originais à editora, vítima de um ataque cardíaco. É uma pena que Larsson não tenha usufruído do sucesso de seus livros e que não mais terá a oportunidade de apaixonar os leitores de todo o mundo com seu tino invejável para a literatura, já que foi jornalista a sua vida inteira e teve a Millenium como sua única ficção.

A menina que brincava com fogo - capa

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