LIBERaliDADE – Os jovens estão mais conservadores?

“Faça amor. Não faça guerra”
O lema de uma geração que marcou a história do ocidente.
A década de 70 é o divisor de águas em relação às conquistas que permitem nosso atual estilo de vida – embora nem todos se deem conta disso.
Simbolizada pelo Festival de Woodstock anunciado como “Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música” em agosto de 1969, a geração “Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll” pregava nada mais que a liberdade, a personalidade e a vontade de cada um; e o respeito à liberdade, personalidade e vontade de cada outro. Este é seu maior legado.
Não que seja um ideal hoje contemplado, mas é o que se busca.
As gerações posteriores à contracultura (gosto de chamar “contra opressão”) não foram tão radicais, mas estiveram sempre buscando e defendendo a liberdade de expressão de suas opiniões e individualidades.
O sonho da “Sociedade Alternativa” não está perdido. Existem hoje, porém, alguns agravantes novos, e podemos dizer que houve um relativo “amadurecimento” das juventudes no decorrer desses 40 anos, afinal, não havia Crack nem AIDS quatro décadas atrás. A perspectiva de uma guerra global iminente não nos pressiona, e não somos obrigados a obedecer a um regime contra nossas convicções para preservar nossas vidas.
Vivemos uma era bem menos extrema, e isso exige de nós uma maior responsabilidade em nossas atitudes.

O legado ainda está vivo. Muros caíram e preconceitos ruíram; Leilas Dinizes não mais escandalizam niguém, e Lennons e Rauls são lembrados, homenageados. Rita Lee ainda é disco de ouro após coincidentes “40 anos de sucesso” e as mulheres e grupos minoritários seguem abrindo caminhos para novas Revoluções Sexuais.
“Conservadores” não é um adjetivo adequado, mas “conscientes” – talvez mais estáticos, mas sem conformação.
Os jovens, com suas diversas minorias, prosseguem em um movimento silencioso, quebrando paradigmas e promovendo uma “alternativa para a sociedade convencional”.

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“A experiência da contracultura forneceu a evidência mais palpável, até hoje, da possibilidade de uma cultura governada pelo princípio do prazer e não pelo princípio da realidade, gerador de neurose. Pode-se dizer que a contracultura foi a primeira experiência capaz de desmentir, na prática, a suposição de Freud de que não pode haver cultura sem repressão. “

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3 respostas em “LIBERaliDADE – Os jovens estão mais conservadores?

  1. Que texto lindo, a medida pra mim que sou tão pessimista em relação à juventude. Ver uma garota de 17 anos com pensamentos tão interessantes realmente deixa a mim e aos da minha geração um pouco mais otimista!

  2. Fico feliz que esteja sendo útil pelo menos para despertar otimismo.
    Acho que como nós há muitos outros por aí; atrás de algum monitor, ou dentro de alguma sala de aula, tentado influenciar nem que seja uma mente, para que não se deixe morrer a razão e “a sede” pela mudança.

    Queria que tivéssemos mais voz, mas não importa. Não temos palanques, nem espaço no horário nobre; mas temos Twitter, wordpress, e alguns recursos que podem ajudar muito.

    Agradeço a todos os que acompanham este blog e compartilham – ou não – das opiniões e posições aqui apresentadas.
    Fique à vontade quem quiser debater.

    Bjos

  3. Paguei pau pra ti viu. Achei seu título muito legal o trocadilho.
    A verdade mesmo é que falta coragem para esses meninos de agora encarar quem manda e fazer valer os direitos da gente. Ainda bem que há pessoas como você, e eu, que querem mudar muita coisa ainda.

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